quarta-feira, 29 de junho de 2016

"AQUELA PONTE"

Onde não havia paz,
prosperava a guerra
com uma moto-serra
picaretos, enxadas e pás.

Do Batalhão de Caçadores 598,
 a acantonar junto do Rio Lunho,
éramos menos do que trinta e oito
o pelotão de sapadores foi pioneiro,
fomos para lá sem enxó nem cunho
no ano de 1965,  mês de Janeiro,

Munidos duma moto-serra,
para aquela ponte reconstruir
quem mandava assim quisera
sem inteligência para decidir.

Fizeram-se muitos disparates,
do comandante, foi mais uma asneira
 com uma moto-serra para cortar árvores
sem plaina, para aplainar a madeira.

Logo a moto-serra avariou,
mãos às enxadas e picaretos
 as dificuldades foram tantas
mais valia termos ficado quedos
porque, a chuva não nos deixou
de acesso construir as rampas!
(Edumanes)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

"À SOMBRA DA BANANEIRA"

À calma desabrigado,
sem do sol me proteger
 fui pastor, guardei gado
 o tempo passa a correr!

Lá não havia azinheira,
em Vila Cabral no passado
foi à sombra da bananeira
não à sombra do chaparro.

Nos arredores de Vila Cabral,
vejam como estava equipado
 para me proteger do temporal
o qual, sempre tão indesejado.

Quantos anos já lá vão,
 penso não ser preciso dizer
para comer sempre tem pão
 o padeiro quando quiser.

 Na tropa, soldado sapador,
era essa a minha especialização
sempre dos deveres cumpridor
fui para a padaria fazer pão!

Foi p´lo bem da Nação,
Ditosa, amada quem me dera
contra a penosa condição
de quem trabalhava na terra.

De Lisboa levei um empurrão,
até parar em Lourenço Marques
bastante mal aconchegado no porão
por culpa de quem fez disparates.

Só mesmo o chão duro,
é pior do que um catre vil,
sem colchão para o corpanzil
tinha esperanças no futuro.

Tanto fazia doer as costas,
como perturbava mais sono
vendiam pescada às postas
os pescadores do engano.

Com alegria para o povo,
foi a liberdade que chegou
de um momento para o outro
numa só noite tudo mudou!
(Edumanes)

terça-feira, 24 de maio de 2016

"IMAGEM DO REFEITÓRIO CAMPAL"

Voltando atrás no tempo,
para o Rio Lunho recordar
junto dele bem me lembro
cumprindo o serviço militar!

Os generais não corriam perigo,
a guerra era uma mina atulhada em ouro
estavam bem protegidos lá no seu abrigo
as comissões em África para eles era gozo.

O Rio Lunho foi considerado,
mais tarde, Estado de Minas Gerais
 nos gabinetes faziam a guerra os generais
 para os soldados a combaterem no mato.

Até tenho saudades desse tempo,
mas, não da guerra, porque matava
da juventude que foi levada pelo vento
nunca mais por mim foi encontrada!
(Edumanes)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"DESCANSANDO"

O trabalho não mata, mas cansa,
por isso mesmo vai ficar no descanso
esperando sem perder a esperança
 que o futuro não seja engano!

A felicidade não sobeja,
proteja-se sempre o coração
do que tem sido pior nunca seja
 Melhores dias, ainda, virão!
(Edumanes)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

"O SORRISO DA MENTIRA"

 Dizem-se defensores do povo!
só mesmo para caçarem o seu voto
os políticos de coleira no pescoço
são piores do que um terramoto.

Esses alarves da política,
não se fartam de apregoar
porque há quem acredita
que não nos vão enganar.

Podem falar à vontade,
deixá-los andar à solta
porque não falam verdade 
mas há ainda quem os oiça.

Da sua arte e manha,
já não tenho mesmo pachorra
para ouvir a voz da vergonha
dessa política tão malfeitora!
(Edumanes)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"DIA 19 DE SETEMBRO, EM FÁTIMA"

Vamos a Cova de Iria,
rezar Pai Nosso Ave Maria.

Venham daí companheiros,
dia 19 de Setembro, vamos a Fátima
ao convívios dos ex-fuzileiros
porque em terra ou no mar
em defesa da pátria
 foram sempre os primeiros.

Venham daí camaradas,
vamos confraternizar
não fardados à civil
porque os cravos encarnados
enfiados nos canos das armas
são o símbolo da revolução de Abril.

Por ser uma das cores mais bonitas,
acreditem, pois não é mentira nenhuma não
porque é a cor do Glorioso Benfica Campeão.

Agora sem a pide, nos nossos caminhos,
 ao romper do dia quando souberam da novidade
nesse dia os passarinhos voaram dos seus ninhos
anunciando a tão há muito esperada liberdade.

Porque afinal, direitas ou tortas,
seja como for, há de tudo em Portugal
não tanto como agora, os corta-fitas
de então que nos fizeram tanto mal
arrastando os pés pelo chão
já não conseguem atar os botas.

Por que não se passará fome,
enquanto for dando para a bucha
  foi na doce farofia da Maria Cachucha
   que eu encontrei esse valioso mote.

A Rosa, é uma linda flor,
companheira do cravo
só se ela rabicha não for
é que a porca torce o rabo.

Se ceifava o trigo com a foice,
 como teria sido, no tempo da fome
se daquela maneira não fosse
então, para que é que serve o martelo
só mesmo para bater cabeça do prego
para entrar no interior do barrote.

Por não ser mentira, é verdade,
também não são coisas do outro mundo
é sim um almoço-convívio em liberdade
no Hotel Restaurante Casa S. Nuno.
(Edumanes)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

"SOBRE AS PEDRAS!

(Imagem Google)
Na ilha da exploração!
no jardim uma flor
uma das suas pétalas,
murcha, caiu no chão
espezinhada sem mais valor
como uma criança sem colchão
com a cabeça sobre as pedras
 sem esperanças no futuro
 caído da árvore da globalização
como no chão o poluído fruto!
(Edumanes)

terça-feira, 28 de julho de 2015

"IMAGINANDO"

Antes de partir!
perguntarei para onde vou
por que não tornarei a vir
ao lugar aonde estou.

Quem foi que assim não pensou,
ou ainda não nasceu, ou está a dormir
porque nada a inventar aqui estou
só estou imaginando o porvir

Enquanto permaneço aqui,
em silêncio continuem a sonhar
podem essas ideias tirar, daí
não é o que estão a imaginar!
(Edumane)

domingo, 26 de julho de 2015

"SORRINDO"

Tristeza não faz sorrir,
pelo contrário, entristece
quem não pensa cumprir
por isso falso promete!

 A política, não me estou referindo,
mas sim a outro, mais, ingrediente
quem com palavras escreve sorrindo
quando no coração amor não sente!
(Edumanes)

CANCIONEIRO DO NIASSA

IMAGENS DO NOSSO CONVÍVIO, EM 08/10/2011.

IMAGENS DO CONVÍVIO REALIZADO DIA 9 DE OUTUBRO DE 2010